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PDRN de arroz, exossomo de centella e Alistin: o que cada um faz, sem exagero

PDRN, peptídeo, exossomo: três palavras que parecem saídas de um laboratório e que agora aparecem juntas no rótulo de um sérum. O nosso Sérum PDRN reúne exatamente esse trio, com um detalhe que muda bastante coisa: o PDRN dele vem...
Sérum PDRN Aumi Beauty sobre travertino com grãos de arroz e folha de centella
Sérum PDRN Aumi Beauty sobre travertino com grãos de arroz e folha de centella

PDRN, peptídeo, exossomo: três palavras que parecem saídas de um laboratório e que agora aparecem juntas no rótulo de um sérum. O nosso Sérum PDRN reúne exatamente esse trio, com um detalhe que muda bastante coisa: o PDRN dele vem do arroz. Neste texto, a gente explica o que é cada ativo, o que a ciência sabe sobre eles e, principalmente, o que ainda não sabe.

O que é PDRN

PDRN é a sigla de polidesoxirribonucleotídeo. O nome longo descreve algo simples de visualizar: são fragmentos de DNA, cadeias de nucleotídeos (as "letras" que formam o material genético), purificados e com tamanho controlado.

Nas bases de ingredientes cosméticos, o DNA em forma de sal (INCI Sodium DNA) tem a função de skin conditioning: agente condicionante, que ajuda a manter a pele macia, hidratada e com aparência cuidada. Esse nome descreve a molécula, não a origem, e a forma como um PDRN vegetal aparece na lista de ingredientes varia de fornecedor para fornecedor.

PDRN de peixe e PDRN de arroz: qual a diferença?

O PDRN "clássico", aquele que aparece na maior parte da pesquisa médica, é extraído do DNA das células reprodutivas de peixes da família dos salmões e das trutas. Foi daí que veio o apelido "DNA de salmão".

Nos últimos anos, surgiram alternativas de origem vegetal, obtidas de plantas e de culturas de células vegetais. O PDRN do nosso sérum é um deles: um PDRN de arroz. Na prática, isso significa:

  • o ativo não contém ingrediente de peixe nem de outra origem animal;
  • ele não é o mesmo material do PDRN de salmão. A composição de um PDRN depende da fonte e do processo de obtenção: tamanho dos fragmentos, pureza e outros componentes vegetais que vêm junto.

Até um fornecedor de PDRN de arroz reconhece que o nome "Rice PDRN" indica a origem, mas não define a estrutura nem o desempenho do material.

Alistin: o peptídeo do trio

Alistin® é o nome comercial de um ingrediente criado pela Exsymol, empresa de ativos cosméticos de Mônaco. A molécula por trás dele é a carcinina, uma parente próxima da carnosina (um dipeptídeo que o nosso corpo já produz), com uma modificação que a deixa mais estável. Na lista de ingredientes, ela aparece como Decarboxy Carnosine HCl.

Nas bases oficiais de ingredientes cosméticos, a função atribuída a ela é, de novo, a de condicionante da pele. Já o fabricante descreve o Alistin como um ativo antioxidante e antiglicação: a glicação é a reação entre açúcares e proteínas, como o colágeno, que a pesquisa associa ao envelhecimento da pele.

Exossomo de centella: o mais novo da lista

A Centella asiatica, a famosa "cica", é velha conhecida da skincare. A novidade são os exossomos dela. Em plantas, o nome mais preciso é vesículas extracelulares: partículas minúsculas, envoltas por uma camada de gordura, que carregam proteínas, pequenos fragmentos de RNA e outros compostos da planta. Elas podem ser obtidas das folhas ou de culturas de células da centella.

Um ponto importante: quando você lê "exossomo" em um cosmético, trata-se de um ingrediente vegetal. Não tem relação com as terapias médicas que usam vesículas de células humanas, e não é "tratamento com exossomos". Ainda não existe um nome INCI padronizado para esse tipo de ingrediente, e ele pode aparecer de formas diferentes na lista de ingredientes.

O que a pesquisa diz, com as letras miúdas

É aqui que muita comunicação de beleza exagera. Então vamos ativo por ativo.

PDRN de arroz

Uma revisão publicada em 2026 no Journal of Functional Biomaterials reuniu os estudos com PDRN e polinucleotídeos de origem vegetal e foi direta: a evidência ainda é predominantemente pré-clínica, feita em células e modelos de laboratório, e não demonstra equivalência com o PDRN de peixe. Os autores também lembram que comparações lado a lado, com a mesma dose, o mesmo tamanho de fragmento e a mesma pureza, ainda são raras.

Há estudos de laboratório com PDRN de outras plantas, como o ginseng, mas não encontramos estudo publicado sobre PDRN de arroz aplicado na pele de pessoas. E os estudos em pele humana que circulam por aí usaram PDRN de peixe, então não servem de atalho.

Alistin

Os dados sobre o Alistin vêm principalmente do próprio fabricante, em testes de laboratório, como ensaios de glicação em tubo de ensaio e em epiderme reconstruída. A literatura científica descreve a carcinina como antioxidante e antiglicação, mas não encontramos ensaios clínicos independentes com o Alistin em uso tópico.

Exossomo de centella

Aqui há estudos de laboratório, com células, e um estudo em camundongos, publicado em 2025 no International Journal of Molecular Sciences, em que um gel com vesículas de centella foi aplicado na pele após exposição a radiação UVB. Em pessoas, o dado mais citado é um estudo de 28 dias com 20 participantes, que usaram uma essência comercial com vesículas de centella e relataram melhora em hidratação e textura. É um sinal interessante e, justamente por isso, merece contexto:

  • 20 pessoas é uma amostra pequena;
  • o estudo não teve grupo de comparação nem cegamento, então não dá para separar o efeito das vesículas do efeito da hidratação da fórmula como um todo;
  • até a data deste texto, ele estava disponível apenas como preprint, ou seja, ainda sem revisão por pares;
  • testou uma fórmula específica, que não é igual a todas as fórmulas com exossomo de centella.

Revisões recentes lembram ainda que falta padronizar como esses ingredientes são isolados, medidos e conservados.

Os estudos citados referem-se aos ativos em formulações e condições específicas, e não ao produto final AUMI. Resultados podem variar.

Então, o que esperar de um sérum com esse trio?

Sendo bem honesta: um sérum com PDRN de arroz, Alistin e exossomo de centella é um cosmético. O que ele pode entregar é o que um bom cosmético entrega:

  • Hidratação e maciez: a sensação de pele confortável, que você percebe nas primeiras aplicações;
  • Viço: aquele aspecto de pele descansada;
  • Aparência mais uniforme e luminosa com o uso contínuo;
  • Uma textura leve, que se encaixa fácil em qualquer rotina.

E, com a mesma clareza, o que ele não é: não é medicamento, não trata nem cura doenças de pele, não "regenera o DNA" e não entrega resultado de procedimento feito em consultório. Quem fala de "terapia com exossomos em casa" ou de "efeito de clínica" está vendendo algo que um cosmético não pode prometer.

Como usar no ritual

A textura do sérum é leve e aquosa, o que faz dele um ótimo primeiro passo depois da limpeza.

01. Pele limpa

De manhã ou à noite, lave o rosto com um sabonete suave e seque com toques leves.

02. De 3 a 4 gotas

Espalhe no rosto e no pescoço com leves toques, sem arrastar, evitando a área dos olhos.

03. Camadas

Espere a absorção. Se usar outro sérum, ele vem depois, e em seguida o hidratante. A regra da skincare é simples: da textura mais leve para a mais densa.

04. Proteção

Se for de manhã, finalize sempre com protetor solar. Nenhum ativo faz sentido numa pele sem proteção.

Combina com quê?

Uma combinação que a gente adora é com o GHK-Cu, o peptídeo de cobre: o Sérum PDRN entra primeiro e o GHK-Cu vem depois. O passo a passo está em GHK-Cu e PDRN juntos: como montar um ritual de noite em 4 passos. Se você usa ácidos, retinoides ou produtos prescritos, siga a orientação do seu dermatologista.

Cuidados antes de começar

  • Faça o teste de toque: aplique uma pequena quantidade na parte interna do antebraço ou na dobra do cotovelo, duas vezes ao dia, por 7 a 10 dias, como sugere a Academia Americana de Dermatologia.
  • Pele sensível ou histórico de alergia a ingredientes botânicos: existem relatos, raros, de dermatite de contato com extrato de centella. Se esse é o seu caso, capriche no teste de toque e, na dúvida, converse com o seu dermatologista.
  • Gestantes e lactantes: não encontramos dados de segurança desses ativos em uso tópico nesse período. Converse com o seu médico ou a sua médica.
  • Em caso de irritação, suspenda o uso.

Em resumo

O PDRN é um conjunto de fragmentos de DNA. O da pesquisa médica vem de salmão ou truta; o do Sérum PDRN AUMI vem do arroz, de origem vegetal, e tem evidência ainda inicial, sobretudo de laboratório. O Alistin é a carcinina, descrita pelo fabricante como antioxidante e antiglicação. O exossomo de centella é um ingrediente vegetal novo, com estudos promissores e pequenos. No seu ritual, o trio entra como um sérum leve para hidratação, maciez e uma pele com aparência mais viçosa e uniforme, com constância e sem promessas grandes demais.

Fontes

  1. Squadrito F, Bitto A, Irrera N, et al. Pharmacological Activity and Clinical Use of PDRN. Frontiers in Pharmacology, 2017; 8:224. pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5405115
  2. Kim HJ, Lee JW, Kim S, Son KH. Plant-Derived Polynucleotides/Polydeoxyribonucleotides in Skin Biomaterials: Delivery Platforms and Bioactivity Attribution. Journal of Functional Biomaterials, 2026; 17(7):351. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42506577
  3. Lee KS, Lee S, Wang H, et al. Analysis of Skin Regeneration and Barrier-Improvement Efficacy of Polydeoxyribonucleotide Isolated from Panax Ginseng (C.A. Mey.) Adventitious Root. Molecules, 2023; 28(21):7240. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37959659
  4. Grand Ingredients. Rice PDRN (Vegan Sodium DNA) Explained. grandingredients.com
  5. Exsymol. AListin®: Anti-aging compound, anti-glycation, anti-oxidation. Ficha técnica do ingrediente. PDF
  6. COSMILE Europe. Decarboxy Carnosine HCl e Sodium DNA: funções dos ingredientes. Decarboxy Carnosine HCl · Sodium DNA
  7. Chang TM, Wu CC, Huang HC, et al. In Vitro Characterization of Centella asiatica Extracellular Vesicles and Their Skin Repair Effects in a UVB-Irradiated Mouse Model. International Journal of Molecular Sciences, 2025; 26(18):8982. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41009551
  8. Chang T, Wu C, Huang H, et al. Evaluation of Effects on Skin Quality of a Centella asiatica Extracellular Vesicle-based Skin Care Formulation: A 28-Day Facial Skin Quality Study. medRxiv (preprint), 2025. medrxiv.org · NCT06850935
  9. Wang L, Li X, Sheng M, et al. Molecular mechanisms and translational potential of plant-derived nanovesicles in skin care and regeneration. Frontiers in Cell and Developmental Biology, 2026; 14:1877038. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42729749
  10. Gomes J, Pereira T, Vilarinho C, et al. Contact dermatitis due to Centella asiatica. Contact Dermatitis, 2010; 62(1):54-55. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20136880
  11. American Academy of Dermatology. How to test skin care products. aad.org

Conteúdo informativo, que não substitui orientação médica ou dermatológica. Os estudos citados referem-se aos ativos, e não ao produto final. Cosmético de uso externo. Resultados podem variar de pessoa para pessoa.

Conteúdo informativo sobre cuidados cosméticos. Não substitui a orientação de um profissional de saúde.